A Genealogia ou História da Família pode ser um passatempo bem interessante! A consciência de família e de tradição é a raiz da cidadania e da auto-estima. O conhecimento da origem da família, é parte fundamental da identidade do indivíduo, autenticidade e maturidade da personalidade de cada um. A pesquisa genealógica deve partir da identidade dos pais, dos avós, bisavós, e prosseguir em recuo até onde for possível chegar. Criar uma listagem com os nomes dos ascendentes, com uma breve descrição de cada um, alguns com fotos e curiosidades.
Os sobrenomes ou nomes de família, surgiram para identificação das pessoas do povo durante a Baixa Idade Média. Anteriormente, só eram utilizados pelos reis e nobres. Para reproduzir os hábitos de pessoas importantes, ou, simplesmente, para se diferenciar numa época de grande expansão demográfica, os homens passaram a utilizar como sobrenomes as designações dos seus ofícios ou habilidades, dos seus lugares, da sua condição socio-económica, de plantas ou animais, adoptando, enfim, as mais variadas nomeações que os identificassem. Hoje, além de mera designação, o sobrenome é um património da família, marca exclusiva que representa toda uma linhagem, nomeação que se estende por gerações e gerações, identificando características físicas e comportamentos semelhantes.
Algumas sugestões…
- A pesquisa genealógica deve iniciar-se pela consulta dos familiares: pai, mãe, irmãos, avós, tios, primos;
- Recolher todas as informações necessárias: nomes, apelidos, data e local de nascimento, casamento, falecimento, baptizado, nomes dos pais, avós, tios, irmãos, padrinhos, comentários, casos interessantes, recortes de jornais, fotografias, documentos (certidões de nascimento, casamento,…), cartas, diários (…);
- Esgotada essa fonte de informação, podemos partir para profissões, escolas, faculdades, irmandades religiosas, documentos que podem ser adquiridos em arquivo público, igrejas (baptismos e casamentos), cartórios (nascimentos, casamentos, falecimentos, escrituras de terras, testamentos e inventários), bibliotecas (livros de genealogia, história, livros de história local, cemitérios, passaportes, cartas de família;
- Genealogia é pesquisa e paciência. Não desista, construa a sua passo a passo. Três ou quatro gerações já são alguma coisa. É pouco? Talvez, mas há gente que nem isso consegue. Anote tudo num caderno ou em fichas. Uma folha ou ficha para cada um: nome, filiação, datas de nascimento, casamento e óbito, os locais respectivos, profissão, nome do cônjuge (de solteira, se mulher) e a respectiva filiação. Cada filho casado, por sua vez, gera um novo registo;
- Dicas para transformar essas anotações em texto corrido: a partir do ascendente mais antigo, numere as gerações em romano (I II, III, IV, V…) e os descendentes de cada um em numeração árabe (I.1, I.2, I.3, II.1, II.2, II.3, …);
- Importante: genealogia, hoje, não é a simples sucessão de nomes e datas, é a história da família a partir de cada um dos seus elementos e das suas relações de parentesco. Anote assim, tudo o que conseguir encontrar sobre histórias, factos, tradições e costumes dos seus. Quanto mais vida melhor! Afinal, esses nomes resgatados do passado não devem voltar ao nosso convívio como almas mortas, mas como figuras que fazem parte da história de cada um de nós, se encontrar fotografias, salve-as! Elas valem por uma biografia, pois têm tudo para revelar a personalidade do retratado. A sua aparência física, os seus traços de família, a sua idade, o seu ambiente, a sua época, o seu modo de ser. Uma genealogia ilustrada vale por duas e comprova não estarmos a falar de fantasmas.
Bom trabalho! Deixe aqui as suas impressões, experiências acerca dos sabores e dissabores do seu trabalho de pesquisa.