2008/09/25

Trabalho de pesquisa histórica: "A Minha Genealogia Ilustrada" - 11º Ano

A Genealogia ou História da Família pode ser um passatempo bem interessante! A consciência de família e de tradição é a raiz da cidadania e da auto-estima. O conhecimento da origem da família, é parte fundamental da identidade do indivíduo, autenticidade e maturidade da personalidade de cada um. A pesquisa genealógica deve partir da identidade dos pais, dos avós, bisavós, e prosseguir em recuo até onde for possível chegar. Criar uma listagem com os nomes dos ascendentes, com uma breve descrição de cada um, alguns com fotos e curiosidades.
Os sobrenomes ou nomes de família, surgiram para identificação das pessoas do povo durante a Baixa Idade Média. Anteriormente, só eram utilizados pelos reis e nobres. Para reproduzir os hábitos de pessoas importantes, ou, simplesmente, para se diferenciar numa época de grande expansão demográfica, os homens passaram a utilizar como sobrenomes as designações dos seus ofícios ou habilidades, dos seus lugares, da sua condição socio-económica, de plantas ou animais, adoptando, enfim, as mais variadas nomeações que os identificassem. Hoje, além de mera designação, o sobrenome é um património da família, marca exclusiva que representa toda uma linhagem, nomeação que se estende por gerações e gerações, identificando características físicas e comportamentos semelhantes.

Algumas sugestões…
- A pesquisa genealógica deve iniciar-se pela consulta dos familiares: pai, mãe, irmãos, avós, tios, primos;

- Recolher todas as informações necessárias: nomes, apelidos, data e local de nascimento, casamento, falecimento, baptizado, nomes dos pais, avós, tios, irmãos, padrinhos, comentários, casos interessantes, recortes de jornais, fotografias, documentos (certidões de nascimento, casamento,…), cartas, diários (…);

- Esgotada essa fonte de informação, podemos partir para profissões, escolas, faculdades, irmandades religiosas, documentos que podem ser adquiridos em arquivo público, igrejas (baptismos e casamentos), cartórios (nascimentos, casamentos, falecimentos, escrituras de terras, testamentos e inventários), bibliotecas (livros de genealogia, história, livros de história local, cemitérios, passaportes, cartas de família;

- Genealogia é pesquisa e paciência. Não desista, construa a sua passo a passo. Três ou quatro gerações já são alguma coisa. É pouco? Talvez, mas há gente que nem isso consegue. Anote tudo num caderno ou em fichas. Uma folha ou ficha para cada um: nome, filiação, datas de nascimento, casamento e óbito, os locais respectivos, profissão, nome do cônjuge (de solteira, se mulher) e a respectiva filiação. Cada filho casado, por sua vez, gera um novo registo;

- Dicas para transformar essas anotações em texto corrido: a partir do ascendente mais antigo, numere as gerações em romano (I II, III, IV, V…) e os descendentes de cada um em numeração árabe (I.1, I.2, I.3, II.1, II.2, II.3, …);

- Importante: genealogia, hoje, não é a simples sucessão de nomes e datas, é a história da família a partir de cada um dos seus elementos e das suas relações de parentesco. Anote assim, tudo o que conseguir encontrar sobre histórias, factos, tradições e costumes dos seus. Quanto mais vida melhor! Afinal, esses nomes resgatados do passado não devem voltar ao nosso convívio como almas mortas, mas como figuras que fazem parte da história de cada um de nós, se encontrar fotografias, salve-as! Elas valem por uma biografia, pois têm tudo para revelar a personalidade do retratado. A sua aparência física, os seus traços de família, a sua idade, o seu ambiente, a sua época, o seu modo de ser. Uma genealogia ilustrada vale por duas e comprova não estarmos a falar de fantasmas.

Bom trabalho! Deixe aqui as suas impressões, experiências acerca dos sabores e dissabores do seu trabalho de pesquisa.

2008/09/22

Navegadores do século XXI...


Caravela elaborada pelo aluno do 8º D, Pedro Amaral.

Quais as características de uma caravela?
Conheces outras embarcações do tempo dos Descobrimentos Portugueses?
Se sabes participa aqui!

2008/09/21

Procura identificar cada um dos instrumentos e a respectiva função.







O ASTROLÁBIO permitia descobrir a distância que ia do ponto de partida até ao lugar onde a embarcação se encontrava, mas descobria-se isso medindo a altura do sol ao meio dia. Mas como era isso possível se não havia relógios? Era sim, pois mediam o tempo com ampulhetas, mas com resultados pouco rigorosos. Era vantajoso em relação ao quadrante, não só porque era mais fácil trabalhar à luz do dia, como pelo facto de a Estrela Polar não ser visível no hemisfério sul.

O QUADRANTE é um instrumento náutico utilizado nas navegações.Foram os navegadores portugueses os primeiros a utilizá-los. Com este instrumento determinavam os lugares onde se encontravam, medindo as latitudes através da altura da Estrela Polar relativamente à linha do Horizonte. Segundo alguns historiadores, a Astronomia Náutica começou a ser utilizada em Portugal por iniciativa do Infante D. Henrique.

A BALESTILHA é um instrumento para medir a altura do Sol em graus. Foi bastante utilizado pelos Portugueses na Época dos Descobrimentos. A origem do seu nome remonta ou de “balhestra”, que significa besta, a arma medieval, ou, mais provavelmente, do árabe “balisti”, que significa altura , nesse caso a vertical do astro. Para saber a altura do sol, a acção decorria de costas para o Sol, por causa da intensidade da luz.Terá sido o primeiro instrumento desta época a utilizar espelhos para trazer o astro ao horizonte do mar, mesmo tendo aparecido depois do astrolábio e do quadrante. Existem documentos que comprovam que este instrumento terá sido fabricado até ao início do século XIX. Assim, pode-se intuir que este tenha sido dos instrumentos mais utilizados durante Descobrimentos; supõe-se que tenha sido inventado pelos portugueses.

A BÚSSOLA, instrumento de navegação muito importante a bordo. Baseia-se no princípio que um ferro natural ou artificialmente magnetizado aponta sempre para o eixo norte-sul segundo a direcção do campo magnético da Terra. Os chineses conheceram-na muito antes dos europeus. Foram aqueles os primeiros a fazerem uso da propriedade da magnetite para procurarem os pontos cardeais. A bússola foi sem dúvida o instrumento mais conhecido dos Descobrimentos, pois foi provavelmente o mais importante. Indicando sempre o Norte, uma ajuda preciosa para todo e qualquer navegador.

2008/09/17

Alusão à morte na pintura do século XVII

«Vanitas», António de Pereda

A MEDICINA E A DEMOGRAFIA
Ignaz Semmelweis descobriu, em meados do século XIX, o que provocava a febre puerperal, que matava uma mulher em quatro que estivesse prestes a dar à luz. A causa eram bactérias que os estudantes de Medicina transportavam depois de terem estado a dissecar cadáveres e ao irem observar as futuras mães contagiavam-nas, provocando-lhes a febre.
A solução foi simples: a desinfecção das mãos dos estudantes foi o suficiente para uma descida espantosa do número de mortes – apenas uma em cada cem.
No entanto, o trabalho deste médico não foi reconhecido, apesar de estar na vanguarda do pensamento médico contemporâneo, tendo vindo a falecer num manicómio. Na altura da sua morte, foi confirmada a descoberta da existência de bactérias por Pasteur.
Adaptado e resumido de Sabia que...?, Selecções do Reader’s Digest

Leituras Complementares - 11º Ano






CONSEGUIMOS ENCONTRAR SEMELHANÇAS NOS RETRATADOS. QUAIS?

2008/07/09

Porque não LER nas férias?



Sugestões:

- "O HOMEM QUE SABIA CONTAR", Malba Tahan (um livro que se impôs como uma verdadeira obra prima clássica, uma espécie de As Mil e Uma Noites da Matemática, para prazer de leitores de todas as idades, com predominância do público juvenil);

- "O DIABO DOS NÚMEROS", Hans Magnus Enzensberger (Robert, um rapazinho de onze anos, não gosta de Matemática porque não compreende nada nas aulas. Porém, uma noite, começa sonhar com um diabinho que se dispõe a iniciá-lo na ciência dos números. Durante doze noites, Roberto vai aprender os segredos e os mistérios dos números, numa divertida e instrutiva viagem ao País das Matemáticas);

- "ALICE NO PAÍS DOS NÚMEROS", Carlo Frabetti (Alice é uma menina dos dias de hoje que odeia matemática. Numa viagem fabulosa, ela encontra personagens da história de uma outra Alice, a do País das Maravilhas, e vive muitas aventuras. Mas a grande aventura de Alice - e dos leitores - é descobrir que a matemática, além de útil, também é divertida);


- "O 10 MAGNÍFICO", Anna Cerasoli (um óptimo instrumento para ajudar os jovens portugueses com dificuldades na disciplina de Matemática. Há uma história ao longo do livro, que cativa a leitura por parte dos jovens, ao mesmo tempo que vão aprendendo os conceitos matemáticos aplicados a casos práticos. Esta obra destrói o falso mito de que a Matemática é difícil e impossível de perceber);

- "UMA ILHA DE SONHO", Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada (o mergulho histórico leva a Ana e o João à ilha da Madeira no tempo em que ali se estavam a instalar as primeiras famílias de colonos. João apaixonou-se por duas raparigas, Esmeralda e Grimanesa, e como não conseguiu decidir de qual delas gostava mais, declarou-se a ambas! Mas as trapalhadas em que se envolveram não foram apenas românticas. Houve intrigas, incêndios e a mais incrível caçada aos ratos que saltavam dos navios para roer as canas-de-açúcar acabadinhas de plantar);

- "BRASIL!BRASIL!", Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada (Nas vésperas de abolição da escravatura no Brasil toda a gente discutia e tomava partido, uns a favor do fim rápido para aquela vergonha, outros garantindo que sempre tinha havido escravos e que tinha de continuar a haver. Orlando, Ana e João mergulham nessa época e são obrigados a enfrentar situações complicadas no Rio de Janeiro e numa magnífica propriedade, uma fazenda de café onde os escravos ansiavam pela liberdade. Alguns tentaram a fuga pela calada da noite depois de uma baile fantástico oferecido pelos donos de casa a muitos convidados, entre os quais Ana, João e Orlando... Com missões especiais);

- "UM CHEIRINHO A CANELA", Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada (O cientista Orlando mais os seus amigos Ana e João partem na máquina do tempo sem saber ao certo para onde vão. Afinal aterram numa cave recheada de riquezas e descobrem, horrorizados, ser a Casa da Índia, local interdito a estranhos. Tentam fugir; Ana é apanhada pelos guardas do rei e atirada para uma prisão infecta. Ali conhece a bruxa Guiomar. Entretanto Orlando e João escondem-se na hospedaria de Narigudo e tornam-se amigos de um estranho indivíduo chamado Mafaldo, que tem mais medo do mar do que da forca, mas se revela muito corajoso, pois oferece-lhes ajuda para libertar a Ana.Conseguirá?);

2008/06/22

Os POETAS do 7º D...«Não ao Racismo!»

«Todos diferentes e todos iguais», slogan usado há alguns anos na ingénua tentativa de combater a discriminação, a xenofobia, o racismo. Porém, continua a ser necessário hoje e até um dia longínquo (?) para apagar esse sentimento nas pessoas, nas sociedades. A bem da verdade, sempre me fizeram sentir diferente, ou porque me faziam festinhas qual cachorro de raça ou me lançavam olhares piedosos de pretinha adoptada, ou ainda, de outra forma, me diziam: “vai para a tua terra”. Eu sou da terra, do planeta Terra não de Marte! Estão a referir-se ao facto de o meu pai ser africano? A minha mãe é europeia…que sugerem que faça? Que ponha uma perna em Portugal e a outra na Guiné? Vocês dirão, não é verdade, os portugueses não são racistas, tanto não o são, que conviveram com os pretos em África vários séculos. Eu direi, sim é verdade, apesar de tudo isso, continuam a ser racistas, já nesse tempo não viam o preto como igual, mas sim, como um serviçal, como uma ama, como um escravo, raramente como um amigo.
Felizmente fui educada sob a sigla da igualdade, os meus pais incutiram-me a ideia de que eu tinha os meus direitos intactos. É um orgulho ter origem em duas culturas, dois continentes, duas raças. Os meus pais quando se conheceram tiveram que ultrapassar algumas barreiras, mas tinham a esperança de que a minha geração, passados vinte anos, as ideias e os comportamentos fossem diferentes. Contudo, enganaram-se, a minha geração insiste em manter a ignorância e a intolerância das gerações anteriores.
Este é um assunto que me incomoda mas não ao ponto de me fazer desabar. Pelo contrário, tem em mim o efeito contrário, impulsiona-me para a frente como nenhuma outra coisa. Também não podia de forma alguma deixar passar em branco este facto, embora reduzindo a sua importância. Já muita gente morreu e matou por motivos xenófobos e racistas, porém contem comigo para defender esta causa, hoje e sempre.
Para finalizar devo dizer-vos, ninguém se faz pelas suas próprias mãos, o Deus que me fez, fez também cada um de vós…e nem sempre foi sempre generoso com alguns.
Isabel Lopes, nº 10

Se queres olhar
olha pela frente
não sejas racista
e feliz serás para sempre.
Fala,
quando tiveres de falar.
Olha,
para onde deves olhar.
Critica,
quando tiveres de criticar
mas não sejas racista,
aí estás a exagerar!
Ana Peixoto, nº 3

Racismo para racistas!!!
Porquê ser racista?
A diferença é a cor?
Mas estamos a ser egoístas,
com o racismo prejudicados ficamos
e em seguida, maltratados choramos.
Porquê o racismo?
Porquê ser racista?
Quem tem esta atitude
está a ser egoísta!
Carlos Santos, nº 6

Ser negro é normal,
ser de outra cor não faz mal.
Somos todos iguais,
independentemente de onde somos naturais.
Francisca Ferreira, nº 8


Todos diferentes
Todos iguais
Negros ou brancos
Não discriminar,
Vamos é lutar
Para o insulto acabar!
Inês Pinto, nº 9

Neste mundo injustiçado
o Homem deve ser respeitado
mas para haver respeito
o racismo tem de ser parado!
Luís Coelho, nº 13

Todos unidos, todos amigos
Se queres gozar, goza contigo
Pois ninguém te atura com o teu racismo!
Luís Dias, nº 15

Porquê o racismo?
Porquê a discriminação?
Só tu sabes mesmo,
O porquê desta acção!
Maria Luís, nº 17

Não sejas racista
Só ficas a perder
Arriscas-te a ficar SÓ
e nunca mais os amigos ver.
Nuno Pinto, nº 19

2008/06/18

Guernica3D - PPicasso e a arte contra a violência gratuita!



Em 26 de Abril de 1937 durante a Guerra Civil espanhola (1936-1939), um ataque aéreo da Legião Condor (bombardeiros alemães aliados dos fascistas espanhóis), destruiu, por ordem do General Franco, a cidade de Guernica (pequena cidade basca).Foi considerado o primeiro ataque aéreo da história feito a uma localidade desmilitarizada. Ao todo, 600 mil pessoas morreram durante os três anos da Guerra Civil Espanhola. Guerra Civil Espanhola, preliminar da II Guerra Mundial para os fascistas. Este quadro revela Picasso como profundo defensor da liberdade humana e é testemunho do seu desejo de tomar o partido dos oprimidos e das vítimas da violência. Picasso evitou introduzir referências directas a uma realidade concreta, para universalizar ao máximo a mensagem contra a loucura de todas as guerras.
Alguns detalhes do quadro:
Animais simbólicos: o touro e o cavalo, 2 animais que caracterizam a tourada, símbolo do povo espanhol, vítima de agressão;
Distorções: todas as figuras do quadro aparecem distorcidas, atormentadas por uma força opressora;
O Grito: pessoas e animais têm a boca aberta para deixar saír um Grito Colectivo de Terror;
Cores: preto, branco e cinzento para criar uma atmosfera dramática dominada pela morte e pelo sofrimentos.

2008/05/26

Vale a pena ler...

- O 10 Magnífico,a aventura de uma criança no mundo da matemática, Anna Cerasoli, AMBAR.


- Aristides de Sousa Mendes, José-Alain Fralon, Editorial Presença.
História do diplomata português que salvou milhares de vidas do Holocausto.

- História do Rei Transparente, Rosa Montero, Edições Asa
Considerado o melhor romance histórico de 2005, em Espanha, remonta aos tempos medievais, século XII, trata-se de uma "história ambiciosa de mulheres, templários, guerras e descobrimentos".

2008/05/22

Aristides de Sousa Mendes, diplomata (1885-1954)


«A CORAGEM DA TOLERÂNCIA»

O Cônsul português em França que desobedeceu a Salazar "em nome" da dignidade humana!
Com a invasão da França pelas tropas nazis em Maio de 1940, a salvação possível para os judeus era abandonar o território e conseguir entrar num país neutral. Para isso precisavam de um visto. Ele estava proibido de emitir vistos , nomeadamente a judeus e antifascistas, que por razões raciais ou ideológicas, eram considerados como indesejáveis. Contudo, este cônsul considerava estas normas racistas e desumanas. Por isso, protagonizou a "desobediência justa". Não acatou a proibição de Salazar de se passarem vistos a refugiados: transgrediu e passou 30 mil, sobretudo a judeus.

Foi o maior símbolo português saído da II Guerra Mundial.

"É o herói vulgar. Não estava preso a causas. Estava preso a uma questão fundamental: a sua consciência", (Ferreira Fernandes, jornalista).

O processo de reabilitação de Aristides de Sousa Mendes foi longo. Israel foi o 1º país a reconhecer o gesto do Cônsul, atribuindo-lhe, a título póstumo, a Medalha de Ouro dos “Justos”, do Yad Vashem, em 1967. Nesse ano, foi também plantada uma árvore, em sua memória, na Alameda dos Justos, em Jerusalém.

2008/05/19

Filmes temáticos: 2ª Guerra Mundial










2ª Guerra Mundial / Desembarque da Normandia / Holocausto / Campos de Concentração Nazis

BERLIM, 22 DE JUNHO DE 1990. DESAPARECE O CHECKPOINT CHARLIE
Com uma cerimónia brilhante, em que assistiram os ministros dos Assuntos Exteriores dos aliados e das duas Alemanhas, assim como os alcaides de Berlim Ocidental e Oriental, uma grua fez desmoronar o célebre Checkpoint Charlie. Era uma guarita instalada junto ao muro de Berlim que servia como controlo militar. Esta guarita tornou-se famosa na realidade e na literatura de espionagem e no cinema, pois era o lugar escolhido para o intercâmbio de espias descobertos e detidos pelo Ocidente e pela URSS durante a guerra fria.


"O INFERNO CHEGOU À TERRA..."
"O tempo estava perfeito no dia 6 de agosto de 1945, quando os aviões decolaram da base de Tinian, no arquipélago das Marianas, no Pacífico, rumando para o Japão, comandados por Paul Tibbets. Em Hiroshima a vida naquela manhã estava em seu ritmo normal; os homens dirigiam-se para as fábricas de armamentos e a crianças saindo para a escola. Os aviões B-29, preparados para a missão de lançamento da bomba, foram vistos sobrevoando a mais de 10 mil metros de altura, mas nenhum alarme soou. Exactamente às 8h15m17s o enorme cilindro negro, apelidado de "Little Boy", foi lançado e os aviões deram uma volta de 180 graus para retornar à base.
O minuto seguinte foi caótico e decisivo. Várias coisas aconteceram ao mesmo tempo em que a primeira bomba atómica detonava, a 617 metros do solo, bem no centro da cidade. Formou-se sobre Hiroshima uma bola de fogo, ofuscante e azul. Neste momento a temperatura aproximou-se de um milhão de graus centígrados. Um milionésimo de segundo depois subia para 5,5 milhões de graus. Tudo o que se encontrava a 500 metros do epicentro da bomba foi incinerado. Quase ninguém sobreviveu num raio de 800 metros. A explosão liberou uma alta quantidade de radiação. Quem não morreu queimado (os casos de queimadura eram horríveis, a pele se descolava do corpo, caindo em tiras) sofreu com os efeitos da radiação (depois de um tempo os cabelos começavam a cair e muitos mais tarde teriam câncer). Por último, uma nuvem de fumaça e vapor em forma de cogumelo escureceu a cidade.
O horror estava apenas começando. O anel de fogo, originado da explosão, atingia a maior parte da cidade, às 9h. Os que ainda conseguiam andar se arrastavam para parques e zonas próximas dos rios que cortavam a cidade. Os abrigos começaram a ser improvisados. O número de mortos aumentava a cada minuto, menos de uma hora depois da explosão mais de 60 mil pessoas haviam morrido. Quatorze mil pessoas foram dadas como desaparecidas.
A chuva negra começou por volta das 10 h, constituída por cinza e vapor misturados à radiação. Uma hora depois começaram a funcionar os primeiros hospitais improvisados. O atendimento limitou-se ao fornecimento de óleo e soro fisiológico, bandagens, arroz e água. Tóquio só foi saber da tragédia 20 minutos depois, quando um repórter da agência de notícias "Domei" conseguiu um telefone que funcionava.
Algumas autoridades sobreviventes tentaram organizar a distribuição de arroz e água na praça da prefeitura e no Hospital da Cruz Vermelha. A noite chegou com um aumento dos incêndios por toda a parte. O rio Ota, com a maré cheia, arrastou os mortos e moribundos que tinham procurado alívio em suas águas. Três dias depois, em 9 de agosto, a operação se repetiria em Nagasaki, que só não sofreu estragos maiores por se situar entre colinas e porque o centro histórico da cidade ficou protegido. Mas o horror para os habitantes foi o mesmo.", Joana Monteleone


A DIVISÃO DA EUROPA
"Nos primeiros dias de Maio de 1945, a Europa é uma verdadeira terra de ninguém. Os exércitos aliados, convergiam desde Este a Oeste, e acabavam de estabelecer contacto com o coração da Alemanha. A cidade de Berlim, até pouco tempo orgulhosa capital do Reich, não era mais que um imenso montão de ruínas, ocupada pelo Exército Vermelho. Este controla Budapeste, Viena, Praga, Varsóvia, Sofía, Bucareste... Todo o continente oferece-se como um campo aberto à acção dos protagonistas, decisores da situação.
Nunca a Europa que tinha dominado o mundo, tinha-se encontrado em situação tão extrema, entregue à vontade de poderes estranhos a esta. Nunca o expansionismo soviético, herdeiro directo da voracidade territorial dos czares, tinha imaginado poder chegar tão longe. Ao mesmo tempo, o governo de Washington parece decidido a abandonar a sua política de neutralidade e substituir a esgotada Inglaterra na liderança do mundo demoliberal, que agora começa a adquirir sua natureza atlântica.", Traduzido e adaptado de Historia 16, año XV, nº 169 (vER IMAGEM NO BLOG: CRAVOSREVOLUCIONÁRIOS).


FOTOGRAFIAS DE GUERRA
"Com uma ideia na cabeça e uma arma na outra, o jovem tenente-fotógrafo Ievgeni Khaldei chegou a Berlim em 1945, nos últimos momentos da batalha em que o Exército soviético acabava de derrotar Hitler. (...)
Khaldei cobriu a guerra – como tenente da Marinha e fotógrafo da agência oficial Tass – desde a invasão alemã da URSS, em 1941, quando partiu para a frente de combate. (...)
Khaldei fez fotos de combate e do movimento de tropas, mas sua especialidade desde cedo foram as ruas e os personagens da guerra. Em uma delas, um casal de judeus, estrelas amarelas ainda pregadas no casaco, acaba de ser libertado do gueto de Budapeste, em Janeiro de 1945. "Eles olhavam para mim como se esperassem que fosse matá-los", relembra Khaldei.
Também esteve em Viena, onde fotografou um oficial nazista que matou a família e se suicidou na cidade recém libertada, e em Sebastopol, livre mas em ruínas, onde fez uma foto que mostra oficiais soviéticos de alta patente e suas famílias tomando sol na praia semidestruída pelos bombardeios. "Khaldei concentrou-se no lado humano da guerra, principalmente em seu impacto sobre os civis. (...) Tinha uma sensibilidade meio inexplicável de perceber cenas acontecidas antes de ele chegar ao local e dar-lhes vida.", Adaptado de artigo da revista Veja, 5 Março 1997.


CENAS DA VIDA DE UM PILOTO DURANTE UMA BATALHA NA IIª GUERRA MUNDIAL
«Era, frequente, o piloto ver-se obrigado a saltar do aparelho em voo, ora por falta de carburante, ora por incêndio a bordo, ora por os danos sofridos em combate tornarem perigosa a aterragem. O fogo era um risco sempre presente. Nos aviões de caça da R.A.F., o depósito de combustível ficava à frente da cabina do piloto e nem sempre existia uma blindagem protectora. Nos aparelhos alemães, o piloto sentava-se sobre o depósito, em forma de L, mas este era totalmente estanque, graças a uma camada isolante sintética, que ao ser colocada colava instantaneamente, obturando qualquer pequena abertura (...).
Muitos pilotos equipavam-se de modo a ficar totalmente cobertos, sem um pouco que fosse de pele exposta ao ar; outros, antes do combate, abriam o vidro da carlinga, preferindo correr o risco das balas e enfrentar o frio a verem-se encerrados numa cabina em chamas. Contavam-se histórias arrepiantes de pilotos surpreendidos com incêndios a bordo, que sentiam, literalmente, a sua carne a assar (…).
No caso de falta de combustível, o piloto podia aterrar em qualquer campo que lhe parecesse plano, se bem que no Sul de Inglaterra a maior parte deles estivesse crivada de fossas ou semeada de obstáculos, para impedir as aterragens inimigas. Uma vez em terra, bastava ao piloto caminhar até ao telefone mais próximo, para informar a esquadrilha do local onde se encontrava.
Os Alemães, ao contrário, procuravam sempre reatravessar o canal da Mancha. Era muito arriscado tentar pousar um caça na água: para além do impacto, equivalente ao de um choque com uma parede de tijolos, o peso relativamente importante do motor, na extremidade do avião, arrastava-os para o fundo, o que não acontecia com os bombardeiros, que conseguiam flutuar durante dois ou três minutos. Assim sendo, a maior parte dos pilotos preferia saltar de pára-quedas.», Fonte: A Vida dos Pilotos durante a batalha de Inglaterra, Verbo.

Campo de Auschwitz na sua extensão

AUSCHWITZ, LONGO CALVÁRIO ATÉ À CÂMARA DE GÁS
«Sobre a porta de entrada de Auschwitz I, pode-se hoje ler um letreiro que diz: "Arbeit macht frei" (O trabalho da liberdade). Situado em terra polaca, entre Katowice e Cracóvia, o campo de Auschwitz conta com a cifra de assassinatos mais alta: calcula-se em 4 000 000 o número de exterminados, a maioria deles judeus (3 000 000 mortos em câmaras de gás), para além de milhares de ciganos e de prisioneiros de guerra soviéticos. O Campo estava rodeado de arame farpado electrificado e várias torres com metralhadoras e potentes holofotes que vigiavam noite e dia as instalações. À chegada de cada comboio os SS gostavam de repetir num macabro cinismo: "Aqui entra-se pela porta e sai-se pela chaminé.», Fonte: Siglo XX. Los Grandes Hechos. La II Guerra Mundial, Ediciones Orbis, S.A.









2008/05/01

1º de Maio, dia do trabalhador. Porquê?


No século XIX, a pujança da “Revolução Industrial” conduziu à sujeição dos trabalhadores a condições desumanas de laboração devido à necessidade de se produzir o máximo ao mais baixo custo, sem respeitar idades nem sexos. As organizações sindicais, essas, eram incipientes e perseguidas pelas autoridades policiais.

Até que, em 1886, no dia 1 de Maio, teve início uma greve geral com a adesão de mais de 1 milhão de trabalhadores em todo o território norte-americano. A reacção a esta paralisação foi violenta. No dia 1º de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago (EUA)em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários. Esta manifestação operária termina com mortes e detenções, 3anos depois nascia o Dia do Trabalhador.

Em 1890, o Congresso americano vota a lei que estabelece a jornada de oito horas de trabalho.

Em 1889, a Segunda Internacional Socialista decidiu, em Paris, proclamar o 1º de Maio como o Dia do Trabalhador em memória dos que morreram em Chicago.

Nos Estados Unidos da América o Dia do Trabalhador celebra-se no dia 3 de Setembro e é conhecido por "Labor Day". É um feriado nacional que é sempre comemorado na primeira segunda-feira do mês de Setembro e está relacionado com o período das colheitas e com o fim do Verão.

No Canadá este feriado chama-se "Dia de Oito Horas". Tem este nome porque se comemora a vitória da redução do dia de trabalho para oito horas.

Na Europa o "Dia do Trabalhador" comemora-se sempre no dia 1 de Maio.

Em Portugal

Entre 1852 e 1910 realizaram-se 559 greves no nosso país. A subida dos salários, a diminuição da jornada de trabalho e a melhoria das condições de laboração eram as principais exigências dos operários.

Segundo José Mattoso, o movimento operário alcançava grande força quando "aquelas (associações) a que hoje chamaríamos propriamente «sindicatos» se juntavam com as recreativas, as de socorros mútuos e os centros políticos". Tal ficou demonstrado no 1º de Maio de 1900 que juntou em Lisboa cerca de 40 mil pessoas, numa altura em que "as classes médias ainda viam as organizações de trabalhadores com alguma simpatia".

Durante a 1ª República não se deixou de festejar o Dia do Trabalhador.

Durante o Estado Novo as manifestações no Dia do Trabalho (e não do Trabalhador) eram organizadas e controladas pelo Estado.

O primeiro 1º de Maio celebrado em Portugal depois do 25 de Abril foi a maior manifestação alguma vez organizada no país. Só na cidade de Lisboa juntaram-se mais de meio milhão de pessoas. Para muitos, foi a forma dos portugueses demonstrarem a sua adesão ao 25 de Abril, que uma semana antes restituía ao país a democracia.

2008/04/29

Obrigada!

Como professora das turmas 7º A, 7º D, 9º A, 10º I e 10º J um muito obrigada pela participação, colaboração e empenho na actividade "Revolução de Abril Na Nossa Escola - 34 Depois". Um agradecimento especial aos que mais se entusiamaram com o projecto. Como professora e ser humano fico orgulhosa dos meus alunos! A todos os outros alunos da nossa escola que participaram, nomeadamente na palestra proporcionada pelos ex-combatentes lousadenses, obrigada por ouvirem, participarem e respeitarem uma geração que viveu um ambiente de guerra, uma geração que sofreu e lutou por uma causa numa época que marcou a História do nosso país.

2008/04/27

2008/04/25

34 depois da Revolução do 25 de Abril na Escola Secundária de Lousada

OBRIGADA PELA PARTICIPAÇÃO, PELOS TESTEMUNHOS VIVOS DUMA ÉPOCA QUE HOJE COMEMORAMOS!

- Sr. ANTÓNIO ESTEVES
- Sr. ANTÓNIO MAGALHÃES DA CUNHA
- Sr. JOAQUIM ARNALDO PINTO FERREIRA
- Sr. LUÍS A. DAMASO
- Sr. NORBERTO MOTA
- SR. NOGUEIRA
- Sr. FERNANDO FERREIRA MIRANDA
- Sr. MANUEL JOAQUIM ESTEVES
- D. VERITA TORRES DE SOUSA

















2008/04/23

Agradecemos

Agradecemos o contributo e empenho de todos os alunos, familiares, amigos e ex-combatentes de guerra, que participaram nesta actividade através de testemunhos, entrevistas, registos fotográficos, organização da exposição na escola, material disponibilizado...e assim informar, enriquecer, clarificar a História da nossa região, a História feita por todos nós.

- Alberto Machado, Angola (avô do aluno José Machado,7º A);
- António Feliciano Machado Mota, Índia (avô da aluna Francisca Mota, 7ºA);
- António Nunes Carvalho, Angola (Jéssica Barbosa, 7º A);
- Domingos Ferreira Lopes, Guiné-Bissau (avô da aluna Ânia Coelho, 7ºA);
- José Fernando Ribeiro da Mota, Moçambique (tio da aluna Carla Mota, do 7º A);
- António dos Santos, Guiné-Bissau (avô da aluna Laura Beatriz, 7º D);
- António José Dias, Moçambique (avô do aluno Luís Dias, 7ºD);
- Arnaldo Ferreira, Moçambique (avô da aluna Francisca Fereira, 7º D);
- José António da Costa Teixeira, morto em combate na Guiné-Bissau (tio dos alunos Inês Pinto, Rodrigo Matias, Francisca Ferreira, 7º D);
- Albino Borges Machado (Ana Luísa, aluna do 9º A);
- Arnaldo Mesquita, preso político (Ana Luísa, 9º A);
- Fernando Ferreira Miranda, Moçambique (tio da aluna Sara Valinhas, 9ºA);
- António Correia Ribeiro, Angola (aluno Carlos, 9º E);
- Joaquim Arnaldo Pinto Fereira, Moçambique (tio da aluna Roberta, 9º F)
- Joaquim Fernando Cunha Oliveira, Guiné-Bissau (tio da aluna Joana Rafael, 10º B);
- António Joaquim Correia da Silva, Guiné-Bissau (avô da aluna Cristiana Vieira, 10º J);
- Filomeno da Costa, Guiné-Bissau (tio da aluna Cristiana Vieira, 10º J);
- Francisco da Rocha, Angola (avô da aluna Vera Bessa, 10ºJ);
- João Silva, Guiné-Bissau (vizinho da aluna Mª Graça Bessa, 10º J);
- José Orlandino Gomes Mendes, Angola (vizinho da aluna Cristiana Vieira, 10ºJ);
- José Teixeira da Silva, Moçambique (pai da aluna Ana Silva, 10º J);
- Manuel Joaquim Esteves, Angola (tio da aluna Joana Sousa, 10º J);
- António Augusto Castro Meireles, exilado político em Saint-Dennis (França)- (avô da aluna Teresa Barbosa,10º I);
- Manuel Barbosa Pinto, Moçambique (tio do aluno Jorge Teixeira, 10º I);