2010/03/09
Top10
O líder mundial de reproduções manuais de pinturas a óleo, OverstockArt.com, deu a conhecer a lista das dez obras de arte mais populares e solicitadas durante a década passada. Os artistas impressionistas e modernistas continuam a ser os mais admirados e cobiçados pelo grande público:
1- A NOITE ESTRELADA (1889), Vicent van Gogh (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque);
2- O TERRAÇO DE CAFÉ NO FÓRUM (c. 1888), Vincent van Gogh (Kroller-Muller Museum, Otterlo);
3- O BEIJO (c. 1907-1908), Gustav Klimt (Osterreichische Galerie Belvedere, Viena);
4- CAMPO DE PAPOILAS (1873), Claude Monet (Musée d´Orsay, Paris);
5- A GIOCONDA (c. 1503-1506), Leonardo da Vinci (Louvre, Paris);
6- O SONHO (1932), Pablo Picasso (Mr. and Mrs. Victor W. Ganz Collection, Nova Iorque);
7- LE DÉJEUNERS DES CANOTIERS (1880-81), Pierre Auguste Renoir (The Philips Collection, Nova Iorque);
8- O GRITO (1893), Edvard Munch (The National Gallery, Oslo);
9- RED CANNAS (1927), Georgia O´Keeffe (Amon Carter Museum, Texas);
10- A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA (1931), Salvador Dali (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque).
1- A NOITE ESTRELADA (1889), Vicent van Gogh (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque);
2- O TERRAÇO DE CAFÉ NO FÓRUM (c. 1888), Vincent van Gogh (Kroller-Muller Museum, Otterlo);
3- O BEIJO (c. 1907-1908), Gustav Klimt (Osterreichische Galerie Belvedere, Viena);
4- CAMPO DE PAPOILAS (1873), Claude Monet (Musée d´Orsay, Paris);
5- A GIOCONDA (c. 1503-1506), Leonardo da Vinci (Louvre, Paris);
6- O SONHO (1932), Pablo Picasso (Mr. and Mrs. Victor W. Ganz Collection, Nova Iorque);
7- LE DÉJEUNERS DES CANOTIERS (1880-81), Pierre Auguste Renoir (The Philips Collection, Nova Iorque);
8- O GRITO (1893), Edvard Munch (The National Gallery, Oslo);
9- RED CANNAS (1927), Georgia O´Keeffe (Amon Carter Museum, Texas);
10- A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA (1931), Salvador Dali (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque).
2010/03/04
Auguste Rodin (1840-1917)

Escultor francês. O Gótico e Miguel Ângelo, as principais influências do seu trabalho. As suas obras, longe do academismo da época, prenunciam a revolução que viria a protagonizar e as inovações que viria a introduzir na escultura: expressividade das formas, o movimento e a energia deixada na matéria pelas suas mãos. Acusado de moldar as suas figuras directamente do natural, tal era o realismo explícito nas suas formas, o modelado das suas esculturas exprimem uma vitalidade e um realismo tão forte que o deixaram ligado à elevação da escultura a uma expressão artística autónoma.
Obras: "Homem a andar", 1877; "O Pensador", 1880-1904 (obra concebida para o centro do tímpano da Porta do Inferno. Representa Dante, reflectindo sobre a sua criação poética e simboliza o homem criador, em geral); "A Porta do Inferno", 1880-1917 (obra encomendade para o Museu de Artes Decorativas de Paris, foi fundida mas nunca chegou a ser aplicada. Teve como inspiração temática a Divina Comédia de Dante); "Os Burgueses de Calais", 1884-1895 (Uma das primeiras encomendas públicas feitas a Rodin, Nela evoca a história de seis notáveis de Calais que se entregaram ao inimigo para salvar a cidade, quando esta estava cercada pelos ingleses); "Danaide", 1885, "O Beijo", 1886 (O casal enlaçado é Paolo e Francesca, heróis de Dante. Tal como outras obras de Rodin, a peça foi concebida primeiramente para a porta do Inferno)); "A Catedral", 1907 (A posição em ogiva das duas mãos direitas, associada ao título que Rodin lhe atribuiu, conferem a esta peça uma dimensão mítica);
2010/03/02
2010/02/01
M8
REALISMO
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ROMANTISMO
Na pintura romântica, o artista privilegia a natureza da seguinte forma:
- A paisagem é um tema preferencial entre os pintores românticos, porque nela projectavam os seus estados de espírito e a sua visão de existência;
- A natureza torna-se uma fonte de inspiração para os romãnticos, que a retratavam nas suas várias cambiantes (tempestuosa, dramática, bucólica e pitoresca);
- A representação da natureza constitui um modo privilegiado de os artistas expressarem as emoções, os sentimentos, a sensibilidade, a imaginação, a fantasia, o mistério, o sonho, a subjectividade, a espiritualidade;
John Constable, William Turner e Caspar D. Friedrich podem ser considerados entre os maiores paisagistas românticos. Contudo, existem entre eles diferenças como olham e representam a Natureza.
John Constable, o mais naturalista, as suas paisagens reflectem com maior veracidade as formas, cores e ambiências da Natureza. No entanto, pelas composições e iluminação, as suas obras atestam uma visão idílica e bucólica da Natureza, apreciada de modo sensível e emotivo pelo artista.
W. Turner pinta sobretudo marinhas, em diferentes ambientes climáticos, com a linha do horizonte muito baixa, de modo a fazer sobressair os céus, onde regista com particular atenção os efeitos de luz e cor sobre a atmosfera.
C. D. Friedrich prefere paisagens agrestes e inóspitas, quase irreais, onde a presença humana aparece como opositora à Natureza (as suas personagens estão frequentemente de costas para o espectador).

"George Sand", por Eugéne Delacroix.
A Paixão entre Chopin e George Sand (pseudónimo de Amandine Lucile Dupin). O homem não foi feito para pensar constantemente. Quando pensa demais torna-se louco, do mesmo modo que se torna estúpido quando não pensa o suficiente. Pascal o disse: "Não somos nem anjos nem bestas". George Sand, Histoire de ma vie — IV.
Em 2010 comemora-se o bicentenário do nascimento do compositor Frédéric Chopin (1810-17.10.1849). Para festejar essa data, o escritor José Jorge Letria escreveu «A Última Valsa de Chopin».
O Palácio da Pena é expressão da arquitectura e do espírito romântico, devido aos seguintes aspectos e características:
Iniciativa e sensibilidade estética do encomendador:
- Aquisição, por parte de D. Fernando de Saxe-Coburgo (1818-1885), marido da rainha D. Maria II, de um antigo mosteiro, para a construção de uma residência-palácio de Verão ao gosto romântico;
- Escolha de um local no topo da serra de Sintra, com vista privilegiada sobre toda a natureza envolvente;
- O encomendador, D. Fernando, era um romântico por natureza;
Exotismos e revivalismos presentes na estrutura:
- Ecletismo arquitectónico, concretizado numa profusão de estilos: neogótico, neomanuelino, neomourisco, neo-indiano (mistura intencional da mentalidade romântica, que dedicava invulgar fascínio ao exotismo);
- Neomourisco, nos contrafortes exteriores, nos arcos e nas cúpulas;
- neogótico, na torre do relógio;
- Neomanuelino, na decoração do claustro do antigo convento e na janela que constitui uma réplica da janela manuelina do Convento de Cristo, em Tomar;
Elementos decorativos exteriores:
- Bow-window (janela saliente), ladeada por duas torres de sugestão medieval;
Pórtico alegórico da criação do mundo, encimado por um tritão (representação manuelina – temas marítimos – e exótica);
- Baluarte cilíndrico de grande porte, encimado por uma cúpula;
- Cúpulas orientalizantes.
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ROMANTISMO
Na pintura romântica, o artista privilegia a natureza da seguinte forma:
- A paisagem é um tema preferencial entre os pintores românticos, porque nela projectavam os seus estados de espírito e a sua visão de existência;
- A natureza torna-se uma fonte de inspiração para os romãnticos, que a retratavam nas suas várias cambiantes (tempestuosa, dramática, bucólica e pitoresca);
- A representação da natureza constitui um modo privilegiado de os artistas expressarem as emoções, os sentimentos, a sensibilidade, a imaginação, a fantasia, o mistério, o sonho, a subjectividade, a espiritualidade;
John Constable, William Turner e Caspar D. Friedrich podem ser considerados entre os maiores paisagistas românticos. Contudo, existem entre eles diferenças como olham e representam a Natureza.
John Constable, o mais naturalista, as suas paisagens reflectem com maior veracidade as formas, cores e ambiências da Natureza. No entanto, pelas composições e iluminação, as suas obras atestam uma visão idílica e bucólica da Natureza, apreciada de modo sensível e emotivo pelo artista.
W. Turner pinta sobretudo marinhas, em diferentes ambientes climáticos, com a linha do horizonte muito baixa, de modo a fazer sobressair os céus, onde regista com particular atenção os efeitos de luz e cor sobre a atmosfera.
C. D. Friedrich prefere paisagens agrestes e inóspitas, quase irreais, onde a presença humana aparece como opositora à Natureza (as suas personagens estão frequentemente de costas para o espectador).

"George Sand", por Eugéne Delacroix.
A Paixão entre Chopin e George Sand (pseudónimo de Amandine Lucile Dupin). O homem não foi feito para pensar constantemente. Quando pensa demais torna-se louco, do mesmo modo que se torna estúpido quando não pensa o suficiente. Pascal o disse: "Não somos nem anjos nem bestas". George Sand, Histoire de ma vie — IV.
Em 2010 comemora-se o bicentenário do nascimento do compositor Frédéric Chopin (1810-17.10.1849). Para festejar essa data, o escritor José Jorge Letria escreveu «A Última Valsa de Chopin».

O Palácio da Pena é expressão da arquitectura e do espírito romântico, devido aos seguintes aspectos e características:
Iniciativa e sensibilidade estética do encomendador:
- Aquisição, por parte de D. Fernando de Saxe-Coburgo (1818-1885), marido da rainha D. Maria II, de um antigo mosteiro, para a construção de uma residência-palácio de Verão ao gosto romântico;
- Escolha de um local no topo da serra de Sintra, com vista privilegiada sobre toda a natureza envolvente;
- O encomendador, D. Fernando, era um romântico por natureza;
Exotismos e revivalismos presentes na estrutura:
- Ecletismo arquitectónico, concretizado numa profusão de estilos: neogótico, neomanuelino, neomourisco, neo-indiano (mistura intencional da mentalidade romântica, que dedicava invulgar fascínio ao exotismo);
- Neomourisco, nos contrafortes exteriores, nos arcos e nas cúpulas;
- neogótico, na torre do relógio;
- Neomanuelino, na decoração do claustro do antigo convento e na janela que constitui uma réplica da janela manuelina do Convento de Cristo, em Tomar;
Elementos decorativos exteriores:
- Bow-window (janela saliente), ladeada por duas torres de sugestão medieval;
Pórtico alegórico da criação do mundo, encimado por um tritão (representação manuelina – temas marítimos – e exótica);
- Baluarte cilíndrico de grande porte, encimado por uma cúpula;
- Cúpulas orientalizantes.
2010/01/28
2010/01/21
2010/01/10
tempo

"A destruição do passado é um dos fenómenos mais característicos e sinistros do fim do século XX. A maioria dos jovens do fim do século cresce numa espécie de presente permanente com falta de uma relação orgânica com o passado público dos tempos que estão a viver."
Eric Hobsbawn, Age of Extremes: the Short 20th Century 1914-1991.
2010/01/08
2009/12/17
102 anos!
"Não é o ângulo recto que me atrai, nem a linha recta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país. No curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein." (Oscar Niemeyer)
Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil, 2002.
Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil, 2002.
2009/11/30
M7

Voltaire, por Jean-Antoine Houdon

CAPÍTULO V
Da tempestade, naufrágio, terremoto, e do que sucedeu ao doutor Pangloss, a Cândido e ao anabatista Jaques.
" — Metade dos passageiros, enfraquecidos, agoniados com a inconcebível indisposição em que a instabilidade de um navio deixa a todos os nervos e humores do corpo, agitados em sentidos contrários, não tinham nem mesmo forças para inquietar-se com o perigo. A outra metade soltava gritos e rezava; as velas estavam rotas, os mastros quebrados, o navio fendido. Trabalhava quem pudesse, ninguém se entendia, ninguém comandava, o anabatista auxiliava um pouco a manobra; achava-se no convés; um marinheiro furioso bate-lhe rudemente e derruba-o sobre as pranchas, mas, com o golpe que lhe deu, caiu ele próprio para fora do navio, ficando suspenso a um toco de mastro. O bom Jaques corre em seu auxílio, ajuda-o a subir e, com o esforço que faz, é precipitado no mar, sem que o marinheiro fizesse o mínimo gesto para salvá-lo. Cândido aproxima-se, vê o seu benfeitor que reaparece um momento à tona e é tragado para sempre. Quer lançar-se ao mar, mas Pangloss lho impede, provando-lhe que a enseada de Lisboa fora feita expressamente para afogar o anabatista. Enquanto o provava a priori, o navio parte-se ao meio e todos perecem, com exceção de Pangloss, de Cândido e do brutal marinheiro que afogara o virtuoso anabatista; o facínora nadou até a margem, onde Pangloss e Cândido arribaram, agarrados a uma tábua.
Depois que se refizeram um pouco, encaminharam-se para Lisboa; restava-lhes algum dinheiro, com o qual esperavam salvar-se da fome, depois de haverem escapado à tempestade.
Mal entravam na cidade, chorando a morte do benfeitor, quando sentem o solo tremer sob os seus pés; o mar, furioso, galga o porto e despedaça os navios que ali me acham ancorados. Turbilhões de chama e cinza cobrem as ruas e praças públicas; as casas desabam; abatem-se os tetos sobre os alicerces que se abalam; trinta mil habitantes são esmagados sob as ruínas. Assobiando e praguejando, dizia consigo o marinheiro: – Muito há que aproveitar aqui. – Qual poderá ser a razão suficiente deste fenômeno? – indagava Pangloss.
Chegou o último dia do mundo! exclamava Cândido. O marinheiro corre imediatamente para o meio dos destroços, afronta a morte em busca de dinheiro, acha-o, embriaga-se; depois de cozinhar a bebedeira, compra os favores da primeira rapariga de boa vontade que encontra sobre as ruínas das casas e em meio dos mortos e moribundos. Enquanto isto, Pangloss puxava-o pela manga. – Meu amigo – dizia-lhe, – isto não está direito, ofendes a razão universal, empregas muito mal o teu tempo. – Com os diabos! – responde o outro, – sou marinheiro e nasci em Batávia; marchei quatro vezes sobre o crucifixo, em quatro viagens que fiz ao Japão; e ainda me vens com a razão universal!
Alguns estilhaços de pedra haviam ferido Cândido, que se achava estendido no meio da rua e coberto de destroços.
— Ai! – dizia ele a Pangloss, consegue-me um pouco de vinho e de óleo, que estou morrendo.
— Este terremoto não é novidade nenhuma – respondeu Pangloss. – A cidade de Lima experimentou os mesmos tremores de terra no ano passado; iguais causas, iguais efeitos: há com certeza uma corrente subterrânea de enxofre, desde Lima até Lisboa.
— Nada mais provável – respondeu Cândido, – mas, por amor de Deus, arranja-me óleo e vinho.
— Como, provável? – replicou. – Sustento que é a coisa mais demonstrada que existe.
Cândido perdeu os sentidos, e Pangloss trouxe-lhe um pouco de água de uma fonte vizinha.
No dia seguinte, havendo encontrado alguma provisão de boca em meio aos escombros, repararam um pouco as forças. Em seguida puseram-se a trabalhar como os outros para auxiliar os habitantes escapados à morte. Alguns cidadãos por eles socorridos deram-lhes o melhor almoço que poderiam encontrar em tais circunstâncias. Verdade que a refeição era triste; os convivas regavam o pão com lágrimas. Mas Pangloss consolou-os, assegurando-lhes que as coisas não poderiam ser de outra maneira: “Pois tudo isto – dizia ele – é o que há de melhor. Pois, se há um vulcão em Lisboa, não poderia estar noutra parte. Pois é impossível que as coisas não estejam onde estão. Pois tudo está bem”.
Um homenzinho de preto, familiar da Inquisição, que se achava a seu lado, tomou polidamente a palavra e disse:
— Pelo visto, o senhor não crê no pecado original; pois, se tudo está o melhor possível, não houve nem queda, nem castigo.
— Peço humildemente perdão a Vossa Excelência – disse Pangloss ainda mais polidamente, – pois a queda do homem e a maldição entravam necessariamente no melhor dos mundos possíveis.
— O senhor não crê então na liberdade? – perguntou o familiar.
— Vossa Excelência me desculpará – disse Pangloss; – a liberdade pode subsistir com a necessidade absoluta; pois era necessário que fôssemos livres, porque enfim a liberdade determinada...
Pangloss estava no meio da frase, quando o familiar fez um sinal de cabeça para o seu lacaio, que lhe servia vinho do Porto."
CAPÍTULO VI
De como se fez um belo auto-de-fé para evitar os terremotos, e de como Cândido foi açoitado.
"Depois do tremor de terra que destruiu três quartas partes de Lisboa, os sábios do país não encontraram meio mais eficaz para prevenir uma ruína total do que oferecer ao povo um belo auto-de-fé; foi decidido pela Universidade de Coimbra que o espetáculo de algumas pessoas queimadas a fogo lento, em grande cerimonial, era um infalível segredo para impedir que a terra se pusesse a tremer.
Tinham, pois, prendido um biscainho que casara com a própria comadre, e dois portugueses que, ao comer um frango, lhe haviam retirado a gordura: vieram, depois do almoço, prender o doutor Pangloss e o seu discípulo Cândido, um por ter falado e o outro por ter escutado com ar de aprovação: foram ambos conduzidos em separado para apartamentos extremamente frescos, onde nunca se era incomodado pelo sol; oito dias depois vestiram-lhe um sambenito e ornaram-lhe a cabeça com mitras de papel: a mitra e o sambenito de Cândido eram pintados de chamas invertidas e diabos que não tinham cauda nem garras; mas os diabos de Pangloss tinham cauda e garras, e as flamas eram verticais. Assim vestidos, marcharam em procissão, e ouviram um sermão muito patético, seguido de uma bela música em fabordão. Cândido foi açoitado em cadência, enquanto cantavam; o blacainho e os dois homens que não tinham querido comer gordura foram queimados, e Pangloss enforcado, embora não fosse esse o costume. No mesmo dia a terra tremeu de novo, com espantoso fragor.
Cândido, em pânico, desvairado, todo ensangüentado e palpitante, dizia consigo: “Se este é o melhor dos mundos possíveis, como não serão os outros! Se eu apenas fosse açoitado, como entre os búlgaros, ainda passava! Mas tu, meu querido Pangloss, o maior dos filósofos, ver-te enforcar sem saber por quê! E tu, meu querido anabatista, o melhor dos homens, ver-te afogado à vista do porto! E tu, ó Cunegundes, ó pérola. das donzelas, era preciso que te abrissem o ventre?!”
E assim doutrinado, açoitado, absolvido e abençoado, mal sustendo-se nas pernas, vinha ele de volta, quando uma velha o abordou e disse-lhe: “Tem coragem, meu filho, e segue-me”.in Cândido, de Voltaire.
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Comte Mathieu-Louis Molé, por Jean-Auguste-Dominique Ingres, 1834.
jeudi 10 décembre 2009: "Portrait du Comte Molé"
"Le 10 décembre 2009, le musée du Louvre a fêté l’entrée officielle d’un chef d’œuvre du grand portraitiste français Jean-Auguste-Dominique Ingres.
Il s’agit du Portrait du Comte Mathieu-Louis Molé, peint en 1834, qui fait figure d’incontournable dans l’art du portrait politique.
Le modèle, Mathieu-Louis Molé, né en 1781 dans une famille de magistrats parisiens, fut un politicien accompli, austère et rigoureux. Il occupa tour à tour les plus hautes fonctions de l’Etat : préfet, conseiller d’Etat, président du Conseil, député et enfin ministre. Il entra également à l’Académie française en 1840. Ingres l’a représenté calme et mélancolique, plein de cette assurance sereine qui est la marque des grands hommes.
Cette œuvre empreinte de solennité et de poésie rejoindra les collections du Département des Peintures et complétera, aux côtés des portraits de Monsieur Bertin et du Duc d’Orléans, un magnifique triptyque d’hommes d’Etats peint par Ingres entre 1832 et 1842.
Jusqu’alors en mains privées, le portrait du Comte Molé a pu être acquis par le Louvre grâce à une véritable Union Sacrée entre des acteurs publics et des entreprises privées. Eiffage, la Banque de France, la Société des Amis du Louvre et Mazars ont ainsi rendu possible la conservation sur le territoire français d’une œuvre magistrale ainsi que sa présentation aux millions de visiteurs du musée.
L’acquisition est la plus importante jamais réalisée par le Louvre à ce jour."
, Retrato do Senhor Louis-François Bertin, por Jean-Auguste-Dominique Ingres, Museu do Louvre. -----------------------------------------------------------------------------------
Jeanne-Antoinette Poisson, Marquise de Pompadour, mais conhecida como Madame de Pompadour -

Rococó - Artes Decorativas
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2009/11/09
2009/11/06
2009/10/13
M1


O vaso Pronomos, 410-400 a.C., 75 cm de altura, estilisticamente pertence ao "estilo" das figuras vermelhas, a decoração concentra-se no gargalo, nas asas em forma de volutas e no bojo. A importância do vaso reside no seu valor documental. Comemora os membros de uma companhia teatral, colocando-os em paralelo com Dioniso, além da numerosa informação sobre os actores, as suas vestes e máscaras.

O grupo de Laocoonte, c. 160 a 130 a. C, obra conjunta de Hagesandro, Polidoro e Atanadoro, esta peça possui uma grande força expressiva pela composição orientada por diagonais que se cruzam.

Vitória de Samotrácia, c. de 200 a 190 a. C, 241 cm.

Hermes e Dioniso, c. 350 ou 380 a. C., por Praxíteles.

O Discóbolo (o corpo em tensão, face ao movimento iminente, contraria a serenidade do rosto, de uma beleza canónica), c. 450 a.C, por Míron.

O Diadúmeno (anatomia rigorosa e proporções perfeitas, a naturalidade da postura do atleta vitorioso, daí a fita à volta da cabeça, confere delicadeza e graça), c. 450 a.C, por Policleto.

O Dorífero, a representação do primeiro cânone (das sete cabeças, a proporção perfeita do corpo humano - Policleto.

O Dorífero (o lanceiro), por Policleto, c. 450-440 a. C.

Posídon (preparado para lançar o tridente), bronze, 209 cm.

O Auriga de Delfos, bronze, c. 180 cm.

KORAI.

KOUROI.
2009/10/12
M6
Túmulo do Papa Alexandre VII, 1673-1674, Basílica de S. Pedro, de Bernini


Estátuas da Colunata da Praça de S. Pedro, 1656-1667, Vaticano, de Bernini

O rapto de Proserpina por Plutão, 255 cm, 1621-1622, Galeria Borghese, Roma, de Bernini

Apolo e Dafne, 1625, 242 cm, Galeria Borghese, Roma, de Bernini

CAPELA CORNARO
David de Bernini
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Le Roi Danse
Filme de Gérard Corbiau que retrata a vida na corte de Luís XIV e o trabalho do compositor Lully. Luís XIV (1638-1715) sabia que a arte o engrandecia, Jean-Baptiste Lully (1632-1687) sabia que o Estado precisava da arte para assinalar exteriormente o seu poder, a sua grandeza.
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